Não existe problema de comunicação maior do que uma marca desconhecer o seu público. O fato é mais comum do que se imagina. A crise de identidade publicitária atinge todo tipo de anunciante e pode fazer uma empresa perder rios de dinheiro com o investimento errado.
Já participei de reuniões com diretores de marketing que viram suas vendas despencar, sem encontrarem um motivo aparente. Um deles viveu meses de turbulência, passou por várias agências e só descobriu o problema quando fez uma pesquisa caseira, quase amadora, com seus consumidores. O levantamento revelou que seu público era da classe C, e não B, como estava posicionada a marca.
Recentemente, foi veiculado em jornais o anúncio de uma marca de carro extremamente elitista, escancarando o preço de um automóvel de luxo. Seu valor chegava quase a R$ 300 mil. É de deixar qualquer um em estado de choque. Quem compra esse produto não quer revelar quanto pode pagar por ele. Nem por exibicionismo. Em tempos de violência, o temor de seqüestro deve ter afastado muitos clientes potenciais. A grife ignorava, em público, o comportamento do seu consumidor.
A identidade de uma marca é o ponto de partida para qualquer estratégia. Mas se há um “chutômetro” na identificação do público-alvo, não há campanha que faça milagres.

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